Monthly archive for Maio 2018

Costa Rica – 5 destinos a não perder.

O que vos posso dizer sobre a Costa Rica?

Que é um dos destinos que mais me apaixonou, por várias razões. Se procuras paisagens de cortar a respiração, uma floresta de perder de vista, animais no seu estado selvagem, rios e pântanos, se adoras o contacto com a natureza, não tens medo das alturas e gostas de desportos ao ar livre: a Costa Rica é para ti!Passamos 15 dias a caminhar, passear, visitar, descobrir a Rain e a Cloud Forest no seu estado mais puro. Não há descanso, nem lagartear horas ao sol.

Viajamos com escala no Panamá, e o tempo de viagem ultrapassou as 20 horas. Chegamos cansados mas desejosos de conhecer este país. Sabias que é o único país no mundo que não tem exército? A defesa da pátria é assegurada pelos Estados Unidos.

A Costa Rica é um país de pessoas simpáticas, que gostam de cuidar da natureza, e que vivem do turismo e da agricultura. A eco-sustentabilidade está presente nos mais pequenos detalhes, e até nas pequenas aldeias as populações reciclam o lixo.

O lema do país: Pura Vida!

A nossa viagem levou-nos, através de um roteiro pré-combinado, a 5 localidades: Tortuguero, Puerto Viejo,  Arenal, Monte Verde e Manoel António. Venham todos comigo à descoberta deste paraíso na terra!

1 – VIAGEM

Compramos a viagem na Logitravel, com voos, transfere e hotéis com pequeno almoço. Não vale a pena reservar pensão completa a não ser em Tortuguero, pois não há nada à volta do resort.

2- TORTUGUERO

O nosso primeiro destino foi Tortuguero, no meio da Rain Forest, que é um parque nacional com uma fauna e flora muito ricas. Demoramos cerca de uma hora até chegar ao resort (de barco no meio da floresta). O resort é composto por bungalows, no meio da vegetação, e acordávamos de manhã com os macacos à janela! Vimos preguiças, morcegos, jacarés, aranhas, pássaros, macacos de várias espécies, borboletas gigantes.

Tem imensas flores, e animais para observação. Dali fomos para a praia de Tortuguero (que é ao lado da aldeia de Tortuguero), local onde milhares de tartarugas depositam os seus ovos antes de regressar ao oceano. Não fomos na época da desova, mas foi fácil imaginar o cenário.

Apanhámos muita chuva, ou não fosse estarmos na Rain Forest.

Aproveitamos para fazer também canopy em Tortuguero, a mais de 50metros do chão.

 





3 – PUERTO VIEJO

Seguimos de Tortuguero para Puerto Viejo de Talamanca, uma pequena aldeia piscatória que parece outra realidade na Costa Rica. Ficamos alojados numa casa de madeira, a 10minutos de bicicleta do centro da aldeia.

Houve-se reggae, fuma-se muita erva (literalmente), as pessoas são na maioria negras, as praias são de areia branca e o mar é cristalino. A Praia, ainda selvagem  é no centro da pequena cidade, (já foi muitas vezes referenciada como uma das mais bonita do mundo) e o Parque Nacional da Cauita, um pouco norte, é um local e um passeio a não perder.

Alugamos bicicletas para passear, comemos na aldeia por um preço baixo e ficamos na praia debaixo das árvores.

É um local bom para descansar, passear e conviver com os locais.

4 – ARENAL

vulcão Arenal é uma das principais atracções da Costa Rica.

Apanhámos alguma chuva mas conseguimos ver o vulcão, inclusive a deitar fumo. No Resort onde ficamos, existem piscinas de água termal quente. Nem imaginam como soube bem após dias e dias a andar a pé no meio da floresta!

No Arenal, fizemos vários passeios na floresta, nas suas pontes colgantes (pontes suspensas) e vimos muitos animais em estado selvagem. Foram dias de muito contacto com a natureza, a respirar o verdadeiro ar puro da Costa Rica.

5 – MONTE VERDE

Do calor passamos para uma zona montanhosa e húmida, com chuvas torrenciais diárias: Monte Verde. É um monte e é verde (como o nome indica).

É uma cidade no noroeste montanhoso da Costa Rica, conhecida pelas florestas de biodiversidade nas nuvens e pelas suas pontes sobre o topo das árvores. Apanhamos algum frio, pois não íamos preparados para os 15 graus! Não deixamos a melhor impressão sobre o bem vestir do povo português! O importante é estar quente, por isso entre roupa minha e do Zé, tudo valeu!

Aproveitamos para visitar um santuário de morcegos, outro de cobras, e um borboletário. Almoçamos num restaurante na árvore e vimos muitas espécies animais, até no caminho para o hotel.


 

5- MANOEL ANTÓNIO

Última paragem, na costa sul da Costa Rica, situada na costa do Pacífico. Se procuram uma praia paradisíaca, desiludam-se que as Caraíbas nisso são bem melhores. A praia não é nada de especial, mas o parque natural de Manoel António vale muito a pena, para ver preguiças e macacos. A praia tem muitos guaxinins e macacos de cara branca.


Foram 15 dias maravilhosos, num país que adorei por muitas razões e que recomendo a todos. Nós fomos em Maio, e apanhamos chuva diariamente.

Levem impermeáveis para a chuva, calçado confortável para andar, protector solar e anti-mosquitos (para a Rain Forest), uma mochila (que anda muitas horas às costas e que tem de ser confortável), uma garrafa para encher de água.

Ponham na mala umas calças de ganga velhas (para os desportos como o canopy), uma fato de banho e uns chinelos, e roupa leve que seque facilmente (apanham-se grandes molhas). Levem um secador de cabelo, para secar o calçado que todos os dias fica ensopado!

Quem for ao Monte Verde, que leve camisolas mais quentes, meias e calças.

Aproveitem! Pura Vida!

Zanzibar, ou Hakuna Matata

Africa, Continente de terra quente, de gente de sorriso fácil e de fruta maravilhosa. Quem vai uma vez à Africa quer sempre voltar.  Berço da humanidade, as pessoas são afáveis, humildes e felizes por partilharem montes e recordações.

Na minha última viagem, escolhi Zanzibar.

Zanzibar é nome dado ao conjunto de duas ilhas do Arquipélago de Zanzibar, ao largo da costa da Tanzânia, na margem leste-africana, de que formam um estado semi autónomo daquele país. As duas ilhas são chamadas Unguja (em suaíli) ou Zanzibar e Pemba e estão separadas do continente pelo Canal de Zanzibar. Neste país, conhecido pela música Hakuna Matata, o principal é relaxar e levar a vida tranquilamente. Pole pole!

Fomos para a aldeia de Palumba, que vive da pesca. As mulheres da aldeia cultivam algas, que vendem para a industria da cosmética e para alimentação chinesa.

1 – COMO CHEGAR

Para viajar para Zanzibar, basta ter o passaporte válido por 6 meses e a vacina da febre amarela (que se pode tirar na consulta do viajante). Voamos pela Air Ethiopia e fiquei surpreendida. Os aviões são recentes, a tripulação muito querida e a comida boa e em abundância. Não conseguimos voo direto, pelo que fizemos escala em Roma, Addis Ababa e Kilimanjaro (mais de 20 horas literalmente com a mochila as costas!). Depois o transfer levou-nos diretamente para o PalumboReef Resort, gerido por brasileiros mas com toda a equipa local.  Chegamos ao fim do dia. Anoitece cedo.

Hotel – vista da piscina

Recepção do resort.

O hotel é guardado por jovens Masai, da tribo da Tanzânia,

2 – A PRAIA

A praia (de areia branca e águas cristalinas) onde ficamos era extensa e nela as mulheres da aldeia cultivam as algas. Apanhamos dezenas de conchas enormes (tão grandes que algumas tiveram que ficar em terra por pesarem demais). Os jovens da aldeia passam o dia na praia, ou a vender objectos ou excursões (que são 1/3 do valor das mesmas excursões vendidas no hotel).

A água é morna. Não tão quente como nas Caraíbas.

Falam inglês e francês fluentemente, e conseguem aconselhar em relação às excursões disponíveis. Podem regatear, que eles até aceitam bem isso e baixam os valores.

A maré sobe e desce de forma dramática!

2 –  STONE TOWN

A cidade de Stone Town é pequena, acolhedora e com imensos monumentos. Capital de Zanzibar, banhada pelo Indico, é conhecida no mundo inteiro por ter nascido nela o famoso Freddy Mercury (nome artístico de Farrokh Bulsara, que nasceu a 5 de setembro de 1946).

Tem ruelas labirínticas, lojas de rua, cheiros diversos e muito movimento. Sei que os portugueses passaram por lá, em tempos antigos e os canhões virados para o mar referem-se a Portugal nas suas inscrições! Vasco da Gama foi o primeiro europeu a desembarcar neste paraíso em 1499 e estabeleceu um domínio de Portugal durante dois séculos.

A visitar: Mercado Darajani, a casa de Freddy Mercury, o antigo forte e a casa das maravilhas.

CASA ONDE NASCEU FREDDY MERCURY

Mercado

3 – SAFARI BLUE

O BLUE SAFARI  é uma excursão vendida pelos hotéis mas que compramos aos miúdos da praia, o Ali e o Hadji.

Fomos a uma ilha comer uma refeição de lagosta e marisco, comida típica,  e paramos na barreira de coral e numa ilha de areia branca.



4 – PRISON ISLAN OU Changuu

Na viagem à Ilha dos Escravos, para além de visitar o forte onde desembarcavam os escravos para depois serem levados para a Europa, pode também ver as tartarugas centenárias que ali vivem, e cuja idade está inscrita na carapaça!

OUTROS DADOS

Pode também fazer a Volta das especiarias, uma visita a uma fazenda que cultiva vários tipos de especiarias.

Para além da cultura, a comida é maravilhosa, nomeadamente a fruta. Fazem sumo de cana de açúcar, caseiro, e espetadas de carne nas ruas. O clima é moderado (nós fomos em janeiro). Esteve quase sempre encoberto, embora com calor.

Trocamos euros e dollars pela moeda local, mas aceitam euros no comércio em geral.

A maioria da população é muçulmana.

O país pareceu-nos muito seguro.

 

FRUTA LOCAL.

Para terminar, deixo-vos com a musica que se canta TODOS os dias:

https://www.youtube.com/watch?v=wqmbVfKiDI8