Espelho Meu

Novos cursos de moda na LSD

large

A partir de Outubro recomeço a dar formação na LSD, na Expo.

Iremos iniciar o novo ano lectivo com dois cursos:

MARKETING DE MODA DE LUXO + PRODUÇÃO DE MODA E STYLING
A área do luxo tem crescido imenso em Portugal nos últimos anos, e a pensar estrategicamente nesse sector muito específico, desenvolvemos um curso na área do Marketing de Moda de Luxo na LSD.

E pela terceira vez, inicia o curso de produção de moda & styling.

As inscrições estão abertas! Contactem-me.

Ou então visitem o site da escola: www.lsd.pt 

 

Os meus looks

Adoro roupa mas não sou fashion victim! Gosto de ir ás compras e aposto mais em lisos do que em padrões. A minha principal aposta são acessórios: sapatos, malas, óculos, relógios e colares! Partilho convosco algumas das minhas combinações preferidas. Espero que gostem!

look4

 

Colete e saia ZARA, camisa TED BAKER, Sandálias RAPHAELA BOOZ, Relógio MICKAEL KORS, wallet LOUIS VUITTON, óculos CHLOÉ

dia 09maio2015

Top Zara Saia Zara Sapatos Aldo Relógio Chanel Wallet Chain Chanel Óculos Ray Ban Brincos Vera Manzoni Gloss Sephora

 

 

look of the day

 

Kimono, top e calça ZARA, Botas ORNELLAS BOOTS, mala LOUIS VUITTOON, relógio MICKAEL KORS

look

 

Kimono, saia, top, sandálias ZARA, Óculos JOÃO ROLO, carteira STELLA RITWAGEN

trussardi

Vestido TRUSSARDI, mala FURLA, sandálias GUESS

 


look 1

14set2014

My sweet work place

Há 5 anos atrás precisei de arranjar um espaço em Lisboa para trabalhar e apaixonei-me pela luz deste meu cantinho. partilho o espaço com mais amigos, que trabalham em áreas como o design de moda, decoração de interiores ou consultoria de imagem. Este espaço é o meu ambiente, onde me sinto bem a trabalhar e conviver, onde crio as minhas ideias mais loucas e preparo os meus longos dias de trabalho. Temos escritorio e estúdio de fotografia. E Claro a maquina de café não podia faltar 🙂

11822737_10153657114892847_1468197876326921204_n

11745869_10153633965522847_2069682592973315274_n1513706_10153613289542847_7061594974125053837_n 11041222_10153613289402847_9090108980259608539_n 11716104_10153613281182847_283700040_n 11721167_10153613288687847_640550842_n 11737017_10153613281827847_1761682066_n

Revista VIP

11774498_10153630908962847_1539934191_n

Novo desafio: ABOUT

A partir deste mês assumo a direcção de moda da revista digital ABOUT, e Paulo Jorge Pereira irá escrever sobre moda masculina e tendências para Homem. Mais um novo desafio, que aceitei com muito gosto e no qual me vou empenhar.
Para quem não conhece ainda o formato, façam Like e acompanhem por aqui:

 

https://www.facebook.com/ABOUTMAG.PT

11738043_1613189388954565_578616572859072981_n

 

Proud to be part of a team

LSD PROF

Lux Woman

Artigo sobre mim na Lux Woman

As escolhas de Sandrina Francisco, autora de ‘La Vie de Sandrina’

Sou uma apaixonada pela vida! Divido o meu coração entre Paris, terra onde nasci, e Lisboa, a cidade mais bonita do mundo, onde vivo atualmente.

Trabalho em moda desde os 18 anos. Licenciei-me em Relações Internacionais, e fiz uma pós-graduação em Consultoria de Imagem e Moda, e um curso de Marketing em serviços e produtos de luxo na Universidade Católica.

Vivo a minha vida dia após dia, muita agarrada à minha fé, aos amigos e ao amor. Adoro fotografia, moda, acessórios, livros, viagens, culinária e animais! Viajo muito em trabalho e lazer, e adoro acrescentar mais um destino ao meu mapa-mundo. Gosto de conhecer novas culturas, aprender e não ter rotinas. Nenhum dia meu é igual ao outro.

Abraço com alma cada novo desafio, e divido o meu tempo entre a consultoria de imagem, a produção de moda e o styling, as aulas que dou, o ‘Moda Portugal’, na RTP, as rubricas de moda, a escrita para vários sites de moda e a (agência) Fashion Studio.

Mini Bio:

minibio
Nome: Sandrina FranciscoIdade: 37 anos

Naturalidade: Paris, França

Presença online: La Vie de Sandrina, Facebook,Facebook Moda Portugal

Na minha presença online encontra: moda e mais moda, dicas, reportagens, ideias e tudo o que me apaixona. Pode ser uma paisagem, um vestido, uma comida exótica ou até um abraço.

Cidades da minha vida

Nasci em Paris, mas é em Lisboa que me sinto mesmo em casa. Subia, há uns dias, uma rua do Bairro Alto e ouvi as gaivotas ao longe, senti o cheiro a sardinhas e pimentos assados. O sol brilhava e podia ouvir-se um fado a sair de um dos restaurantes. Pensei: a nossa capital é tão maravilhosa e genuína que não há outra igual. Em Paris, adoro os Champs-Elysées e a Avenue Montaigne, pelas montras que levam a sonhar quem lá passa. Gosto de entrar na Maison du Chocolate ficar perdida com tanta tentação. É imprescindível comprar uma caixa de Macarrons Ladurée, comer um crèpe au Nutella numa esplanada, visitar os oito departamentos do Museu do Louvre e oMuseu d’Orsay!

Paris je t’aime!

Viajar

Sempre que posso, pego em mim e viajo. Já conheci muitos países, e cada um deles revelou-se uma experiência única. Todos os destinos têm algo para oferecer: novas paisagens, nova cultura, novos cheiros, sons e cores. Destaco oito locais: Havana, por parecer ter parado no tempo (recomendo uma refeição no restaurante La Bodeguita del Medio), Estocolmo (cidade fabulosa com muito design, bom gosto, qualidade de vida e história), Barcelona (jovem e sempre a fervilhar), Macau (onde a presença portuguesa ainda se faz sentir e onde o Macau Fashion Link é organizado por uma dupla portuguesa), Istambul e o seu Grande Bazar (descobri recentemente a moda turca: a marca Dice Kayek e a estilista Dilek Hanif são nomes a reter), Nova Iorque, Veneza (a cidade mais romântica que conheci) e, finalmente, Londres (roteiro de moda invejável: os mercados de Camden Town são ponto obrigatório).

Havana – Cuba

Londres

Riga

Estocolmo

Cozinhar e comer

Adoro cozinhar, mas acho que gosto ainda mais de comer! Sigo religiosamente o site Journal des Femmes que tem receitas deliciosas e fáceis de fazer, para surpreender! Curiosamente, dois dos meus restaurantes preferidos ficam em Amarante: o Largo do Paço, da Casa da Calçada, e A Eira.

Moda portuguesa e novos criadores

Sou fã da moda nacional, e a minha profissão permite-me conhecê-la muito bem. Para mim, é fundamental divulgar lá fora o que de bom se faz cá dentro, e o programa ‘Moda Portugal’ tem servido de plataforma de comunicação. Tornei-me amiga de muitos criadores e sempre que tenho eventos especiais é a eles que recorro: Ricardo Preto, Armando Gabriel (que faz espartilhos como ninguém), os Storytailors, Andreia Lobato, Carlos Gil e Egídio Alves.
Cheguei esta semana da feira Who’s Next, em Paris, que juntou mais de 2000 expositores. Fui apoiar uma marca portuguesa de elevado potencial: a Casa Grigi, pioneira na malha de cortiça, uma matéria-prima tão nossa e tão especial. A pele de peixe, usada na marca de acessórios masculina Saccus, é uma inovação que também veio para ficar. Acredito muito nos novos talentos nacionais!

Storytailors

Grigi

Com Carlos Gil

 

Televisão

Adoro o que faço! A televisão preenche-me e desafia-me. Tento ser cada vez melhor. Estou a gravar a sexta série do ‘Moda Portugal’ e espero poder continuar a fazê-lo por muito mais anos. É um trabalho de equipa, com um único objectivo: divulgar o que de bom se faz em Portugal.

Fotografia

Não sei fotografar, mas adoro fotografias. Trabalho muito com fotógrafos portugueses e sou fã de muitos deles: João Carlos,Frederico Martins, Carlos Ramos e, na gastronomia, Mário Cerdeira.

Com Frederico Martins

Hotel Palácio e Banyan Tree Spa/Fontecruz Lisboa

Recorro muito a dois hotéis para as minhas entrevistas. O primeiro é oHotel Palácio, no Estoril, que possui o melhor spa da região: o Banyan Tree Spa, um espaço com inspiração asiática e a assinatura de uma das mais luxuosas cadeias do mundo. Com massagens e tratamentos inspirados em tradições asiáticas milenares, o Banyan Tree traz ao Estoril uma experiência única de evasão e bem-estar. O segundo é oFontecruz Lisboa, que já se tornou o ponto de encontro dos amantes da moda nacional.

FonteCruz Lisboa

 

Cuidados de pele

Sempre me preocupei muito com a minha pele. Sou muito branca, apanho pouco sol e não consigo passar um dia sem tratar de mim. Uso os produtos da marca Khiel’s, e o meu produto preferido é oMidnight Recovery Concentrate, com cheiro a alfazema. Não saio sem protetor solar fator 50 no rosto e sem base corretora (Forever Dior).

Cabelo

O cabelo é a minha imagem de marca. Sigo religiosamente os conselhos da minha cabeleireira, Dina Nunes. Uso máscaras nutritivas em casa, sérum nas pontas e um protetor de calor, imprescindível para quem recorre muito a secador e prancha de alisar. As gamas daRedken e da L’Oréal Professionel são ambas excelentes. Descobri oSteampod e uso-o diariamente, pois alisa e trata ao mesmo tempo.

Animais

Nada me revolta mais do que ver animais maltratados e abandonados. Tenho uma cadelinha Yorkshire chamada Vicky que me foi oferecida há cinco anos. Para mim, um animal doméstico é família, e ainda é preciso sensibilizar as pessoas de que os animais têm sentimentos e sofrem como nós.

Coisas simples que me fazem feliz

Gosto de coisas simples, às quais dou muito valor: sentir a areia da praia nos pés, comprar uma revista ou um livro, beber cacau quente no inverno, ouvir a chuva a cair, provar um sabor novo, dar abraços, ver uma série ou um bom filme (não perco nenhum do Tim Burton, e aBrigitte Bardot é a minha musa), comprar uma peça de roupa que andei a namorar, experimentar perfumes na Skin Life, partilhar uma mesa com amigos, amar e ser amada. É nas pequenas coisas que está a verdadeira felicidade.

O Observador – quem se senta nas primeiras filas?

Artigo na sua fonte: http://observador.pt/2015/03/13/senta-na-primeira-fila-um-desfile/

 

DESFILES

Quem é que se senta na primeira fila de um desfile?

Falámos com a diretora da ModaLisboa, o diretor de comunicação do Portugal Fashion e uma professora de moda para saber, afinal, quem são os privilegiados que têm acesso quase direto aos desfiles.

A diretora da Vogue norte-americana, Anna Wintour (à esquerda) tem sempre lugar garantido nas principais semanas da moda.

Getty Images

Sexta-feira, 13 de março. O dia marca o arranque da 44º edição daModaLisboa que leva, uma vez mais, fashionistas, imprensa, celebridades e criadores ao Terreiro do Paço. Os primeiros desfiles estão previstos começar pelas 18h00, dando início a mais um evento que quer colocar Lisboa — e Portugal — na rota global da moda. É tempo de pôr em marcha os últimos preparativos e receber os muitos convidados. Mas também de colocar a seguinte questão: afinal, quem é que se senta nafront row, essa cobiçada fila onde todos querem pertencer?

Ao Observador, Eduarda Abbondanza, diretora da ModaLisboa, assegura que a lista de quem se senta nas cadeiras que dão um acesso (quase) direto aos desfiles inclui buyers (compradores), imprensa internacional e nacional e parceiros privados da ModaLisboa, além de convidados específicos como instituições de ensino de moda em Portugal e associações têxteis. Há ainda espaço para os VIPs — as very important people escolhidas pelo criador a quem pertence o desfile e pela própria organização — e, quando a situação o exige, contam-se seis lugares de cariz protocolar onde se podem sentar ministros, secretários de Estado e até presidentes da Câmara.

HORIZONTAL,

As salas que servem de passarelas improvisadas mudam a cada edição da ModaLisboa e o ano de 2015 não é exceção, apesar de o evento regressar ao Pátio da Galé. “Já fizemos de tudo com a sala, pelo que nesta edição olhámos para o espaço de uma maneira nova, de uma forma livre”, conta a também estilista lisboeta. Sem querer desvendar pormenores, Abbondanza diz apenas que a front row da edição dedicada às coleções de outono-inverno 2015/2016 vai contar com 440 lugares.

“Desde a sua génese, o projeto concilia toda a componente de imagem com uma estratégia concentrada de convites aos principais players do setor”, garante Rafael Alves Rocha, diretor de comunicação do Portugal Fashion, que se realiza entre 25 e 28 de março na Invicta. E que jogadores são esses? Agentes de compras, indústria confecionadora, imprensa especializada, produtores de moda, estilistas e opinion makers, entre outros empresários e representantes de marcas e associações “cuja presença pode ser determinante para a conversão de toda essa componente cénica associada aos desfiles em valor económico e comercial”.

A primeira fila da ModaLisboa e do Portugal Fashion servem de exemplo, mas não representam uma verdade única. Que o diga Sandrina Francisco, responsável pelo workshop Produção e Styling de Moda na Lisbon School of Design. A apresentadora do programa Moda Portugal, exibido na RTP, assegura que ambos os eventos têm regras próprias no que à estrutura da front row diz respeito. Mas, de um modo geral, esclarece que na primeira fila se sentam diretores dos órgãos de comunicação social relacionados com moda e figuras públicas mediáticas (apresentadores e atores). E há mesmo quem se dedique a sentar tantas pessoas, isto é, quem esteja responsável pelo sitting.

O certo é que as cadeiras da frente são um alvo estratégico para as marcas, tendo em conta que a primeira fila é a mais fotografada. Por esse motivo, os patrocinadores têm a iniciativa de oferecer prendas a quem nela se senta. A importância das figuras públicas também é real, explica a apresentadora, porque vão motivar uma maior cobertura por parte dos media. É um ciclo vicioso: celebridades e media alimentam uma relação que tem como fim uma maior divulgação do desfile e do seu criador. 

© Matthew Peyton/Getty Images

Mas ao contrário do que acontece em algumas capitais da moda — à exceção de Milão, que Abbondanza diz receber uma Semana da Moda muito seleta –, em Portugal as celebridades não são pagas para se sentarem na fila da frente. “Acho que não se paga a ninguém para se ir assistir a um desfile”, comenta Sandrina Francisco. A isso, a diretora da ModaLisboa acrescenta: “Que eu tenha conhecimento, ninguém é pago para estar na primeira fila.”

HORIZONTAL|GENERAL, VIEW|FASHION|FASHION, SHOW|AUTUMN, COLLECTION|FASHION, WEEK|MONUMENT|SPECTATOR|PHOTOGRAPHER,

Abbondanza fala de como os Estados Unidos funcionam muito à base de celebridades e dá o exemplo da socialite Kim Kardashian, que já marca presença em Semanas da Moda — como aconteceu na de Paris, que se prolongou até à última quarta-feira. Destaca ainda a ligação de criadores franceses a celebridades norte-americanas: mais uma vez, Kardashian serve de exemplo, até porque Riccardo Tisci, diretor criativo da Givenchy, vestiu a mulher de Kanye West quando mais ninguém o quis fazer.

Sandrina Francisco explica que, fosse ela uma designer de moda, na sua primeira fila daria destaque à imprensa especializada e não aos famosos — argumenta que há celebridades capazes de ofuscar os estilistas. Mais do que personalidades conhecidas do público em geral, a professora salienta a importância das bloggers (apesar de em Portugal terem pouca expressão, lá fora chegam a ser consideradas “divas” e são pagas para ir aos desfiles) e das it girls, que aproveitam as ocasiões descritas para divulgar as roupas emprestadas.

Caso não entre em nenhuma das categorias mencionadas, e tiver um convite, pode sempre furar caminho até à primeira fila e tentar sentar-se quando ninguém estiver a ver.

Proponha uma correção, sugira uma pista:
acmarques@observador.pt

Fashion Tips

Ja saiu há algum tempo mas ainda não tinha partilhado 🙂

http://www.only2me.com/pt/noticia/fashion-tips-by-sandrina-francisco

FASHION TIPS

 

Notícias Magazine – opinião sobre malas

Podem ler na íntegra o artigo que conta com a minha colaboração sobre malas de mulher! Sai na revista Notícias Magazine e podem consultar agora no site!

http://www.noticiasmagazine.pt/2015/viagem-ao-interior-das-malas-das-mulheres/

noticias magzine

 

Diz-me quais usas, dir-te-ei quem és.

Os homens temem-nas tanto quanto as mulheres as adoram, talvez porque as bolsas femininas guardem segredos como nenhum outro acessório – e os revelem a quem souber ouvi-las. Quem disse que um fecho não pode conter o mundo?

São uma paixão das mulheres desde que começam a andar, o ombro amigo que as ajuda a afirmarem-se na vida, o elemento decisivo que as completa (maridos, ponham os olhos neste exemplo). A dormir, sonhamos com a mala que nunca teremos dinheiro para comprar. Acordadas, gostamos de pensar que as que escolhemos usar em cada ocasião refletem com elegância o nosso lado mais exibicionista (todos temos um), ao mesmo tempo que nos definem naquela parte íntima ligada à identidade. Os homens não entendem o fascínio e desesperam com o roupeiro cheio de malas de senhora, ao passo que elas reclamam da insensibilidade masculina face a este laço tão pessoal. Como podem eles não perceber que uma só não chega?

«Não há mala que dê para todas as ocasiões, até porque à medida que o dia vai passando o tamanho reduz e nós, mulheres, gostamos de variar», explica Sandrina Francisco, especialista em marketing de produtos e serviços de luxo. Ter várias permite-nos ser mais criativas, variar mais. Dizer mais aos outros acerca da personalidade e do estilo daquela mulher em particular: se é prática, arrojada, clássica ou criativa; se tem carro; se usa maquilhagem e a cor do batom, o feitio do bloco de notas, o modelo do telemóvel. «Seria aborrecido utilizar todos os dias a mesma mala, já para não falar da possibilidade de não combinar com a roupa do momento. Apenas uma não chega para espelhar a mulher que a usa.» Quantas mais, melhor, diz, embora ela própria seja apologista de se apostar numa boa mala em pele, de preferência de cor neutra, capaz de complementar qualquer look quando temos de estar perfeitas.

«Uma mulher deve ter pelo menos cinco malas», reforça a consultora de imagem Benedita Paes, para quem o principal fator a ter em conta na hora de investir numa bolsa é a quantidade de vezes que vamos usá-la. «Para o trabalho, as médias e grandes são as melhores opções independentemente da sua função, de preferência peças lisas em couro ou camurça, que mostram seriedade e comprometimento. Precisa de uma bolsa mais elegante para uma ocasião formal, de duas malas médias – uma preta e outra bege ou camel –, de uma de alça traçada  e de uma clutch para cocktails e festas.» No seu caso, a stylist não dispensa ainda uma máxi, a sua preferida, que lhe dá para a rotina dos dias e para o fim de semana.

«O nome já diz tudo: são enormes. Autênticas malas do dia-a-dia em forma de saco, feitas de couro, pelica, material sintético ou tecido, em que conseguimos levar tudo o que precisamos e até o que não precisamos», aponta. Por detrás do fecho, o interior parece alargar-se a outras dimensões, misterioso e sedutor como uma galáxia. Sandrina confirma esta tendência de as mulheres trazerem mais do que o necessário na mala: «A verdade é que colocamos nela tudo aquilo de que podemos vir a ter falta durante o dia. É a nossa bolsa salva-vidas em muitas situações, temos o nosso mundo lá dentro: chaves, telefone, documentos, maquilhagem. Tirando-nos a mala, ficamos sem chão.» Um dilema que ainda não perturba muito os homens: apesar de disporem de modelos cada vez mais exclusivos, como os da Saccus, a maioria guarda os objetos nos bolsos.

nm1195_comportamento2

É DIFÍCIL SITUAR AS ORIGENS deste apego emocional, apenas comparável ao das mulheres pelos sapatos (e muitas elegem, ainda assim, as bolsas como principal objeto fashion). Nos espetáculos de entretenimento no Coliseu Romano, a mala porta-moedas fechada com cordão era a mais utilizada por espetadores de ambos os sexos. Por volta de 1900 as mulheres usavam malinhas minúsculas, indicando que tinham empregados e qualquer objeto maior seria transportado por um serviçal. A Primeira Guerra Mundial potenciou a emancipação feminina e o estilo foi revisto: as malas tornam-se essenciais na década de 1920, com as senhoras a descobrirem um mundo de liberdade ao ocuparem os setores de atividade antes dominados pelos homens. Imperava a carteira debaixo do braço, sem ter de combinar perfeitamente com a roupa e com tamanho à justa para maquilhagem, cigarros e pastilhas de menta. As malas mais práticas surgem após a crise económica, servindo um estilo de vida ativo e independente.

«É muito raro encontrar uma mulher sem bolsa. A mala está para as mulheres como a casca para o caracol, com a diferença de que sabemos o que há dentro da casca», compara o sociólogo francês Jean-Claude Kaufmann, professor da Universidade Paris V – Sorbonne e autor do livro Le sac. Un petit monde d’amour (A mala. Um pequeno mundo de amor), lançado em 2011. Após 18 meses de pesquisa, concluiu que as bolsas femininas têm muito para contar a quem se dispuser a ouvi-las. «Guardam objetos afetivos preciosos para lá de qualquer análise racional. E os homens sentem sempre haver nelas algo de interdito: mesmo se autorizados a tirar qualquer coisa de dentro, limitam-se a pôr uma mão ao de leve, com infinitas precauções.»

Muito mais do que um acessório, a mala carrega a personalidade e os estados de espírito da dona, razão por que circunscrever-se apenas a uma é redutor. «A mala diz tudo sobre cada mulher. Define-lhe o estilo pelo formato, a cor e a textura», garante Adelaide Nunes, criadora da Glove Attitude & Style – uma agência de consultoria de imagem e personal shopping – em parceria com Sandrina Francisco. «O modo como ela transporta os seus pertences está intimamente relacionado com a forma como gere a sua vida.» Este statement explica que muitas sejam capazes de investir um ordenado numa Noé, da Louis Vuitton, ou de dar mais de cinco mil euros por uma Birkin, da Hermès. «É a concretização de um sonho, o ideal de se ter uma mala de edição limitada associada às divas, de qualidade irrepreensível. O luxo é singular e intemporal, revela poder.»

NAS VÁRIAS SOLICITAÇÕES para irem a casa das pessoas restaurar-lhes a honra dos armários e ajudá-las a ir às compras, raramente descobrem malas que jamais associariam à figura que lhes abre a porta do seu pequeno universo: «É pouco habitual uma mulher comprar uma mala que não se identifica com ela naquele momento», sublinha Sandrina, notando que quando escolhem modelos mais clássicos e intemporais, essa aposta faz com que as usem sempre ao longo da vida. «Já encontrei mulheres que guardam malas de há 20 anos! Muitas vezes não espelham mais aquilo que somos, mas temos dificuldade em deitar fora objetos de afeto.»

Segundo Ana Couto, especialista em marketing de moda e docente na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, vivemos num mundo que explora a atribuição de significados e as relações entre o ser humano e os objetos. «Justamente enquanto seres humanos, quando percecionamos os objetos fazemo-lo envolvendo o afeto», justifica. Lançamos mensagens que são depois descodificadas de diversas formas, dependendo de quem as usa, de quem vê e do contexto em que se integram. «Como diz Umberto Eco, quem se interessou alguma vez pelos problemas da semiologia já não pode continuar a fazer o nó da gravata todas as manhãs, diante do espelho, sem ficar com a clara sensação de estar a fazer uma opção ideológica ou, pelo menos, de lançar uma carta aberta a todos que se cruzarem com ele durante o dia.»

Benedita Paes concorda que, na moda, coisas pequenas podem deter um imenso poder: «A mala é a extensão do corpo de uma mulher. Reflete a personalidade da sua dona desde o interior, com as suas organizações peculiares, até ao exterior, transmitindo um pouco do que ela deseja aparentar.» Trazemo-las penduradas ao ombro como se fossem bebés, agarradas às costas, encostadas ao peito. Companheiras de todas as horas, sabem guardar segredos, atordoar um assaltante e fazer confusão, sobretudo na hora de encontrar as chaves de casa ou o passe. E não pensem os homens que é má vontade nossa não lhes respondermos quando perguntam o que raio levamos na mala para estar tão pesada. Às vezes nem nós sabemos.

ANTES DE COMPRAR, TOME NOTA:

MÁXI
Existem em todos os materiais e feitios, dão um ar moderno sem perder a seriedade laboral e são uma ótima opção para substituir a pasta de trabalho, caso a mulher não queira andar carregada. Ainda assim, as “baixinhas” devem evitar este modelo para não dar a impressão de que se estão a esconder atrás da bolsa.

DIZ-ME PARA QUE A QUERES…
A mulher deve ter sempre em conta o design da mala, a cor, o propósito (se é para o dia ou para uma saída), a sua versatilidade e a forma como poderá conjugá-la com o seu guarda-roupa.

MATERIAL
Bolsas de aspeto pesado caem melhor no inverno. Nas estações quentes, opte por algo leve e com cor. Malas de tecido devem andar sempre limpas, nada de coisas encardidas ao ombro. E camurça ensebada ainda menos.

QUALIDADE
Escolher uma mala de pele é um bom investimento e o ideal é que o modelo corresponda o mais possível ao estilo de vida da mulher: se anda muito de transportes públicos, por exemplo, deverá optar por uma que feche fácil e totalmente.

VISUAL
A ordem é descombinar: sapatos estampados devem jogar com roupa e mala mais lisas; bolsas com textura devem ser usadas com sapatos neutros. Pode e deve misturar cores fortes e alegres.

SELEÇÃO
Se não quiser um modelo para cada ocasião, tenha em conta que cores neutras funcionarão melhor com os looks de trabalho e lazer. Aposte numa boa bolsa nude ou preta e alterne com uma de cor diferente e de valor mais baixo.

A EVITAR
Repetir cores. Se já tem uma boa mala bege, então é preferível comprar uma preta, que também combina com tudo sem a deixar cair na mesmice. São pequenos truques que ajudam na hora de escolher o modelo perfeito.

CHAMAR AS MALAS PELOS NOMES

Clutch
Pensa-se que o nome deriva do inglês to clutch, agarrar algo firmemente, e descreve uma pequena bolsa de mão que as mulheres têm de segurar o tempo todo. Essenciais no guarda-roupa de mulheres assíduas em festas e eventos noturnos.

Satchel
É uma mala de ombro caracterizada pelo formato retangular e as alças duplas, ideal para levar para o trabalho – embora combine igualmente bem com looks de passeio. Os modelos são bem estruturados, quase sempre em pele, verniz ou camurça.

Tote
Também conhecida como shopping bag, é uma bolsa grande, de linhas direitas, estrutura reforçada e duas asas fixas na parte central. Versátil, cai bem em visuais descontraídos e reuniões de trabalho, além de ser ótima para guardar o tablet.

A tiracolo
Um modelo muito prático para as mulheres que não gostam de ficar a segurar em coisas que lhes ocupem as mãos. Maiores ou mais pequenas, têm em comum a alça longa concebida para passar sobre um ombro e apoiar no peito.

Barrel bag
Com a forma de um pequeno barril, mas incomparavelmente mais elegante, vem equipada com duas asas pequenas para transportar no braço e por vezes uma correia que lhe permite ser carregada ao ombro.

Mochila
Os tamanhos variam, os materiais também, só não muda o conforto e a correta distribuição do peso graças às duas alsas que assentam em ambos os ombros. Costuma acompanhar looks mais desembaraçados e é essencial em caminhadas.

Messenger bag
O modelo original era usado por carteiros, mensageiros e carregadores de produtos diversos que se deslocavam a pé ou de bicicleta, daí o desenho com uma só alça transversal resistente. Muito casuais.

Minaudière
Significa “dengosa” em francês e é uma bolsa ainda mais pequena que a clutch (já de si com espaço para os mínimos). De metal e em forma de caixa, derivou das cigarreiras das mulheres na década de 30 e dá à justa para maquilhagem e cigarros.

Doctor bag
Parece-se com as maletas que os médicos usavam antigamente e veio para ficar, glamorosa no seu formato médio, bem estruturado, com fecho de metal e alças curtas. Poderosa, combina bem com visuais mais elegantes no dia-a-dia.

Página 3 de 612345...Última »